Educomunicadores: Paulo Lima e a revista Viração

Eric Silva, Rappin`Hood, Isabelli Gonçalves e Paulo Lima na Primeira reunião com o UNICEF sobre o projeto Plataforma dos Centros Urbanos, 2007.

Eric Silva, Rappin’ Hood, Isabelli Gonçalves e Paulo Lima na primeira reunião com o UNICEF sobre o projeto Plataforma dos Centros Urbanos, 2007.

Vicente de Paulo Pereira Lima, cearense, jornalista, empreendedor social e “sonhalista“, como ele se define (veja vídeo no final deste post) é praticamente modelo do que chamaria de o educomunicador contemporâneo.

Desde a adolescência envolvido com comunicação alternativa e a luta para melhorar o mundo, estudou comunicação e como jornalista foi sempre um ativista, ganhando em 2002 o prêmio Jornalista Amigo da Criança (veja o porquê no vídeo citado).

Logo em seguida, já em São Paulo, criou com parceiros a Revista Viração, com a proposta de ser um espaço para adolescentes de todo o Brasil escreverem e publicarem com sua própria linguagem para outros adolescentes e quem mais quiser ou precisar ler. Tive o prazer de visitar algumas vezes a redação da revista em São Paulo e considero o espaço onde melhor o conceito educomunicação é utilizado no auto-gerenciamento de um grupo com uma proposta de diálogo com a sociedade, buscando sempre promover a transformação positiva.

Atualmente, Paulo Lima mora na Itália e lá também desenvolve projetos junto com a UNESCO, mas continua sendo diretor executivo da revista e sempre visita o Brasil.

Na página abaixo, retirada da edição 94 da revista, o próprio Paulo Lima conta um pouco da história da revista.

vale 10, por Paulo Lima

A linda animação abaixo foi feita inspirada na história de Paulo Lima:

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Educomunicadores: Antonia Alves, vocação para a Educomunicação e a educação salesiana

Antonia Alves Pereira

Antonia Alves Pereira

Antonia Alves é jornalista formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo (UFMT, 2000), especialista em Educação a Distância (Senac-RJ, 2008) e Mestra em Ciências da Comunicação (ECA-USP, 2012).

Sua dissertação de mestrado (veja link no seu blog) tratou da incorporação de conceitos e práticas educomunicativas na Rede Salesiana, uma rede de ensino internacional ligada à igreja católica, e que produz seu próprio material didático. O professor Ismar de Oliveira Soares é consultor das irmãs Salesianas sobre uso das mídias e da educomunicação. Esta rede, inclusive, promoveu diversos encontros específicos para debater educomunicação.

Além de seu envolvimento em projetos educomunicativos, Antonia Alves é tutora / orientadora do Mídias na Educação. Ela diz que descobriu sua vocação educomunicativa por cultivar a experiência dialógica. No curso Mídias quem foi orientado por ela pode experimentar o diálogo educativo, que pode acontecer mesmo  a distância, mediado com uso das tecnologias.

A relação dialógica é referência primeira para entender o que é Educomunicação, e podemos estudá-la nos escritos de Paulo Freire e Mario Kaplún.

Recomendo a leitura de DEPOIMENTO de Antonia Alves, onde ela conta em um pouco da sua trajetória, que pode nos ajudar a descobrirmos também nossas vocações e talentos para a prática educomunicativa.

Compartilho também uma apresentação sobre cibercultura e redes sociais feita pela própria Antonia Alves, que participou da instituição Salesiana de 1994 a 2003, mas após sua pesquisa vem assessorando eventos com educadores e jovens do grupo.:

Abaixo, vídeo feito por Richard Romancini, onde Antonia fala sobre o processo de orientação:

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Pesquisa: Aprendizagem em Rede e Educomunicação

Relato de pesquisa e formação

Aprendizagem em Rede e Educomunicação: a experiência de formação a distância de professores da rede pública da cidade de São Paulo

Fábio Rogério Nepomuceno

 

Participo de projetos educomunicativos do Programa Nas Ondas do Rádio (NOR) desde 2007 e sou professor da rede municipal de educação desde 2005. Pelo interesse na proposta da educomunicação, prestei novamente o vestibular da Fuvest e entrei no novo curso Licenciatura em Educomunicação da ECA. Neste percurso, e por ser aluno do Professor Ismar de Oliveira Soares, acabei sendo convidado para ser tutor na 4ª Oferta da especialização a distância Mídias na Educação, na etapa inicial. Na continuidade, me tornei aluno do mesmo curso, na etapa de orientação das monografias.

Em 2012, o Programa NOR promoveu o primeiro curso a distância Produção de Projetos Educomunicativos, com a intenção de ampliar o número de projetos educativos propostos pelos professores e as escolas utilizando o conceito educomunicação e qualificar seus textos, de forma a serem mais aprovados pelas supervisões das escolas.

Participei deste curso como aluno e foi um caminho natural utilizá-lo como objeto para minha pesquisa do Mídias na Educação que buscou identificar como foi realizado o curso e em que medida o conceito educomunicação esteve presente na prática dos professores cursistas, ou seja, como receberam o conceito e se apropriaram dele na produção de seus projetos.

Para tanto, entrei em contato direto com alguns formadores educomunicadores do Programa Nas Ondas do Rádio, que atuaram como designers instrucionais e tutores do curso. E realizei entrevista via Skype com o coordenador do programa NOR, professor Carlos Alberto Mendes Lima.

Primeiro com orientação da Kassandra Brito, desenvolvi o projeto de pesquisa. Num segundo momento, tive a orientação de Antonia Alves na escrita da monografia, momento em que ampliei a bibliografia relacionada à Educação a Distância e à Educomunicação. Mesmo já tendo atuado como tutor, foi uma surpresa descobrir a complexidade e o tamanho do tema.

Minha grande dificuldade foi conseguir contato direto com os professores que efetivamente fizeram o curso, apesar de ter conseguido os e-mails de todos eles. Na verdade, poucos responderam o contato. Julguei que isto ocorreu por não terem tanta familiaridade com a participação em cursos EAD. No entanto, através das respostas daqueles que responderam  e analisando depoimentos nos fóruns da plataforma AVA do curso, foi possível constatar a boa aceitação da proposta de formação EAD e uma apropriação consistente do conceito educomunicação.

Como continuidade de aprofundamento do tema, percebemos a necessidade de continuar a pesquisa, se possível visitando as escolas e analisando como os projetos estão sendo efetivamente aplicados.

O curso Mídias na Educação abriu minha visão para a educomunicação como objeto de pesquisa. O conceito para mim sempre foi uma meta de uso prático na escola ou fora, nas atividades do projeto Imprensa Jovem, onde os alunos se tornam reporteres e produtores de mídia. Uma paixão. Mas o curso me mostrou como é importante buscar critérios de análise e debater a Educomunicação. Acho que este trabalho acadêmico pode refletir em melhoras na prática.

Como dica essencial, acho que fica o mesmo. A pesquisa deve sempre fazer parte da nossa prática de professor. Analisar os projetos das nossas escolas, analisar nossas práticas, buscar bibliografias que nos ajudem a pensar e a criar dentro das escolas.

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O Nascimento da Educomunicação

Estreou em 11 de março de 2013, no Auditório Paulo Emílio, o curta-metragem: “Educomunicação: o Nascimento”. O filme foi produzido pela primeira turma de Pós-Graduação em Educomunicação da ECA/USP e aborda, por meio de uma história de amor entre dois jovens (Educação e Comunicação), a origem dessa nova área do conhecimento. Confira!

Filme: Educomunicação – O Nascimento
Direção: Marta Russo e Michele Marques Pereira
Produção: 1º Turma de Especialização em Educomunicação – CCA – ECA/USP
Tempo: 11 min

Veja mais no blog dos alunos da turma de Especialização em Educomunicação.

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Educomunicadores: Maria Rehder, muita educomunicação e direitos humanos

Maria Rehder e Hércules Barros com o documento de direitos humanos do continente Africano em mãos durante formação realizada no Kenya em Novembro de 2012

Maria Rehder e Hércules Barros com o documento de direitos humanos do continente Africano em mãos durante formação realizada no Kenya em Nov. 2012

Maria Celia Giudicissi Rehder  fez jornalismo no Mackenzie, especialização em Educomunicação na ECA e é aluna do mestrado em Direitos Humanos e Democratização do European Inter-University Centre for Human Rights and DemocratisationQuando ainda na graduação, participou do pioneiro projeto Educom.rádio. Também trabalhou com o NCE (núcleo de Comunicação e Educação da USP) ajudando a desenvolver páginas com propostas de atividades educomunicativas para o ensino fundamental no  projeto  Educom.JT (do Jornal da Tarde). Além disso trabalhou na Viração (que em breve aparecerá aqui no blog), inclusive coordenando ações no projeto Plataforma dos Centros Urbanos da UNICEF, ajudando a elaborar uma proposta de formação em educomunicação para líderes comunitários de diferentes regiões de São Paulo.
Em 2004 foi selecionada para o Projeto Universidades em  Timor Leste  (PUC-SP, USP e Universidade Presbiteriana Mackenzie), idealizado e coordenado pela professora Regina Helena Pires de Brito. Desde então sua atividade educomunicativa é internacional.
Foi consultora para o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde do Brasil (www.aids.gov), no âmbito da Cooperação Sul-Sul, financiada pelo PNUD Brasil, com o educomunicador Hércules Barros, chefe da imprensa do departamento. Neste projeto, aplicaram a educomunicação para a mudança de comportamento em HIV/AIDS em Botswana e no Kenya, demonstrando o grande potencial educativo transformador desta proposta.
Recomendo  que @s colegas interessad@s em entender as atividades de um(a) educomunicador(a) leiam o DEPOIMENTO  da própria Maria Rehder, que a pedido nos contou um pouco da sua bela e educomunicativa história.
Maurício Silva colaborou muito nesta pequena matéria, inclusive providenciando contato direto com a educomunicadora.
O vídeo abaixo ilustra o projeto Universidades em Timor Leste, que marca o início de sua trajetória internacional:

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Educomunicadores: Roberto Aparici e a UNED

Roberto Aparici, ao lado do professor Ismar Soares na  primeira aula da disciplina Epistemologia da Educomunicação do curso Educom USP.

Roberto Aparici, ao lado do professor Ismar Soares na aula inaugural da disciplina Epistemologia da Educomunicação do curso Educom USP.               Clique para mais informações

“A Educomunicação (…) nos apresenta uma filosofia e uma prática da educação e da comunicação fundamentadas no diálogo e na participação que não requer apenas tecnologias, mas também a mudança de atitudes e de concepções. Muitos de seus princípios têm sua origem na comunicação dialógica que pregava Paulo Freire” diz Roberto APARICI no livro Educomunicación: más allá Del 2.0, organizado por ele e considerada a primeira obra internacional sobre educomunicação.

Além do próprio Roberto Aparici (Espanha), podemos ler neste livro educomunicadores pioneiros como  Daniel Prieto (Argentina), Mario Kaplún (Uruguai),  Jorge Huergo (Argentina), Delia Druetta (México), Ismar de Oliveira Soares (Brasil), Guillerme Orozco (México), Carlos Eduardo Valterrama (Colombia), Maria Tereza Quiróz (Peru); Agustín Matilla, Martín Barbero, José Cabellas Barroso, Carlos Scolari, Joan Ferrés y Prats e Sala Osuna (também da Espanha).

No vídeo abaixo, Aparici diz que a educomunicação nos chama a participar da Educação e da Comunicação, como uma mesma coisa. E participar significa “partipar colaborativamente, produzir colaborativamente e borrar os limites de quem é autor e quem é receptor, somos todos autores e receptores” no processo de informação, ensino e aprendizagem.

Além de estudioso e divulgador do conceito, Aparici é doutor em educação, especialista em comunicação educativa um educomunicador atuante sobretudo em cursos de educação a distância, na  UNED (Universidade Nacional de Educação a Distância, da Espanha), sendo  diretor do Programa Modular em Tecnologias Digitais e Sociedade do Conhecimento nesta universidade.

Já visitou o Brasil algumas vezes, inclusive na CONFIBERCOM 2011 quando foi entrevistado e entrevistou alunos do Programa Nas Ondas do Rádio. Com certeza voltará em breve; mas além disso esta facilmente acessível pela internet. Vale a pena acompanhar suas discussões e conteúdos que divulga nas redes sociais.

O vídeo acima esta presente num mural resumo do livro Educomunicación: más allá Del 2.0. Vale a visita: http://wallwisher.com/wall/qnjltxa5n2 

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