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Feminismo – Entrevista com Tatiana Luz

Em oficina educomunicativa de produção de Vídeo, alunos de 6o a 9o ano da EMEF Amorim Lima (SP), produzem uma entrevista sobre Feminismo com Tatiana Luz, da Licenciatura em Educomunicação e do Coletivo Feminista da ECA.

Confira:

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Educomunicadores: Gracia Lopes e o Cala Boca Já Morreu

Gracia Lopes

Grácia. Imagem retirada do site https://www.institutoclaro.org.br/em-pauta/ds/

O começo da história do Educom no Brasil. Ouvi uma pequena parte numa conversa via HANGOUT DO GOOGLE com a professora Grácia Lopes Lima dia 06/12/2013. Grácia, além de professora de Língua Portuguesa, é psicopedagoga clínica, mestra em Ciências da Comunicação e doutora em Educação.

O Projeto EDUCOM.Radio Educomunicação nas Ondas do Rádio surgiu como parte do  Projeto Vida da Prefeitura de São Paulo, coordenado pela professora Dirce Gomes, desenvolvido em 2001 para combater a violência nas escolas. Era um curso coordenado pelo professor Ismar de Oliveira Soares do Núcleo de Comunicação e Educação NCE da ECA / USP. Neste curso, alunos, professores e comunidade aprenderam a usar o rádio e recursos de comunicação na escola, para discutir os mais variados assuntos e promover a paz no ambiente escolar.

Mas talvez o começo esteja um pouco mais para trás… Talvez com a fundação do NCE em 1996, quando um grupo de professores de várias universidades brasileiras interessados na inter-relação entre comunicação e educação resolveram pesquisar esta interface em 12 países da América Latina. Voltaremos a esta parte da história num seguinte post/artigo sobre o professor Ismar.

Na verdade parte desta história de origem começa em 1995, quando o Instituto Gens, empresa de assessoria e consultoria em Educação e Comunicação fundada em 1988 pela Grácia e o filósofo Donizete Soares, fez uma parceria com a Rádio Cidadã, uma emissora comunitária do bairro Butantã em São Paulo. Neste projeto foram produzidos programas de rádio com um grupo de crianças, 10 meninos e meninas, de várias escolas. Nas palavras da Grácia: “Esse grupo de crianças fazia entrevistas entre si, entrevistas com ouvintes que ligavam para a emissora e gradativamente começavam a fazer entrevistas com especialistas das mais diversas áreas: da política, da saúde, da cultura em geral; eles acabaram dando entrevistas para os meninos. Então devagarinho esses meninos passaram a conseguir conversar sem ter texto decorado, com especialistas. E em menos de seis meses o projeto acabou se configurando e sendo conhecido por toda mídia, que ficou surpresa de ver a capacidade de um grupo de meninos leigos, entre sete e doze anos, darem conta de todas as esferas de um programa de rádio (…)

Desta semente surgiu a ONG Projeto Cala-Boca Já Morreu. Em 1997 Grácia conheceu o professor Ismar e em 2001 estava como mestranda na ECA, com sua orientação. É nesta época que Patrícia Horta, integrante do NCE, sugeriu o uso do rádio como proposta para combater a violência, junto ao Projeto Vida. Com sua experiência do Cala-Boca, Grácia foi chamada a formatar a proposta e ser uma das coordenadoras.  O Secretário de Educação Fernando de Almeida e a Prefeita Marta aceitaram a proposta, que foi ofertada como curso para cerca de 12 mil participantes. Uma grande novidade deste curso é que ele não era apenas para funcionários, se estendendo também para alunos e comunidade escolar. Na época, 244 escolas da prefeitura de São Paulo receberam os Kits de Rádio.

Como herança deste projeto, surgiu o Programa Nas Ondas do Rádio.

Ismar e Gracia no principio do educom. Jornal Estadão 2001

Ismar e Gracia no principio do educom. Jornal Estadão 2001

O Projeto Cala-boca já morreu – porque nós também temos o que dizer! ou CBJM continuou crescendo e continuou trabalhando com rádio escolar, além de também investir em outras produções midiáticas feitas por crianças. Um destaque é seu canal de vídeo no Youtube.

Como este artigo acabou falando muito sobre o Educom, por ser meu foco de interesse, e pouco sobre o CBJM, indico esta entrevista onde Grácia fala mais sobre: http://www.ciranda.net/article6205.html?lang=pt_br 
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E aproveito para contar aos colegas que estudam Educomunicação que o CBJM tem um trabalho pioneiro com rádio, óbvia inspiração para o Educom da Prefeitura de São Paulo, e é reconhecido como referência em Educomunicação. Diferente do prof. Ismar, Grácia não reconhece a educomunicação como um novo campo de conhecimento, mas sim como  sinônimo de educação pelos meios de comunicação (no link, tese de doutorado da Grácia). Na minha visão, uma discordância conceitual que de maneira alguma torna a proposta educomunicativa do CBJM incompatível com o que estudamos nos cursos Licenciatura ou Especialização em Educomunicaçao ou o antigo curso Gestão da Comunicação da ECA.
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O vídeo abaixo, produzido por alunos de comunicação da Faculdade Metodista, conta um pouco da história da Educomunicação dando grande destaque para o CBJM. Há depoimentos da Grácia e imagens de Mariana Kz, ainda criança, no primeiro programa da Rádio Cala-Boca Já Morreu. Mariana continuou no projeto desde 1995 e se graduou em Audiovisual pela ECA / USP.

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Educomunicadores: Ana Paula Escudeiro e a Rádio Jacaré FM

E tudo começou com brincadeira e curiosidade.

Uma das áreas de atuação do novo profissional situa-se na assessoria para o desenvolvimento dos projetos com o uso das tecnologias midiáticas que se multiplicam, especialmente nas experiências dos ensinos infantil e fundamental, em todo o país*

Há muitas propostas educativas  ou comunicativas que podemos considerar educomunicativas desenvolvidas com crianças, mas ainda nos impressiona descobrir projetos com crianças realmente muito pequenas, estudantes da Educação Infantil (menos de 6 anos de idade). A Rádio Jacaré FM da EMEI Antônio Munhoz Bonilha é considerado o primeiro projeto educomunicativo de rádio escolar com esta faixa de idade. Iniciativa da professora Ana Paula Emilio Escudeiro. Em depoimento no V Encontro de Educomunicação (2013) ela disse que a ideia da rádio surgiu de forma espontânea, e ela nem sabia dizer com certeza se havia partido dos próprios alunos ou dela na interação com sua turma – Eles estavam pesquisando o tema “jacaré”, devido a uma visita feita ao Zoológico; várias pesquisas e atividades foram produzidas pelas crianças e tiveram a feliz ideia de divulgar e registrar este estudo num programa de rádio.

Na época, Ana Paula havia participado de um curso de formação promovido pelo Programa Nas Ondas do Rádio da Prefeitura de São Paulo e aprendido a usar softwares como o Audacity e o Zararádio. Com ajuda do professor Marcelo Santos (impossível para mim falar sobre Ana Paula, sem falar também sobre Marcelo), que na época era POIE (orientador de informática educativa) na escola, a proposta cresceu e a rádio acabou sendo oficialmente inaugurada dia 14 de novembro de 2009, com toda a pompa, numa Mostra Cultural da escola, que contou com a presença do Secretário de Educação Alexandre Schneider , o Prefeito Kassab e cobertura jornalistica feita por alunos de ensino fundamental, do projeto educomunicativo Rádio Graciosa de Perus, que eu coordenava.

Na mesma época, como um  Zeitgeist, surgiram outros projetos educomunicativos mirins. No post seguinte a este, sobre o colega Marcelo Santos, cito alguns destes projetos que ele pesquisou.

Primeira Emissão da Radio Jacaré  FM -EMEI Antonio Munhoz Matéria da TV Cultura sobre Rádio Jacaré FM Rádio Jacaré FM na Campus Party 2010 A relevância da inovadora proposta da professora Ana Paula chamou atenção da mídia e também do meio acadêmico. O professor e diretor de escola Jayson Magno da Silva usou a EMEI Antonio Munhoz Bonilha num estudo de caso que resultou na sua dissertação de Mestrado: O Som da Integração das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação ao Currículo: a rádio na internet. Voz, Poder & Aprendizagem

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Educomunicadores: Antonia Alves, vocação para a Educomunicação e a educação salesiana

Antonia Alves Pereira

Antonia Alves Pereira

Antonia Alves é jornalista formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo (UFMT, 2000), especialista em Educação a Distância (Senac-RJ, 2008) e Mestra em Ciências da Comunicação (ECA-USP, 2012).

Sua dissertação de mestrado (veja link no seu blog) tratou da incorporação de conceitos e práticas educomunicativas na Rede Salesiana, uma rede de ensino internacional ligada à igreja católica, e que produz seu próprio material didático. O professor Ismar de Oliveira Soares é consultor das irmãs Salesianas sobre uso das mídias e da educomunicação. Esta rede, inclusive, promoveu diversos encontros específicos para debater educomunicação.

Além de seu envolvimento em projetos educomunicativos, Antonia Alves é tutora / orientadora do Mídias na Educação. Ela diz que descobriu sua vocação educomunicativa por cultivar a experiência dialógica. No curso Mídias quem foi orientado por ela pode experimentar o diálogo educativo, que pode acontecer mesmo  a distância, mediado com uso das tecnologias.

A relação dialógica é referência primeira para entender o que é Educomunicação, e podemos estudá-la nos escritos de Paulo Freire e Mario Kaplún.

Recomendo a leitura de DEPOIMENTO de Antonia Alves, onde ela conta em um pouco da sua trajetória, que pode nos ajudar a descobrirmos também nossas vocações e talentos para a prática educomunicativa.

Compartilho também uma apresentação sobre cibercultura e redes sociais feita pela própria Antonia Alves, que participou da instituição Salesiana de 1994 a 2003, mas após sua pesquisa vem assessorando eventos com educadores e jovens do grupo.:

Abaixo, vídeo feito por Richard Romancini, onde Antonia fala sobre o processo de orientação:

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Educomunicadores: Maria Rehder, muita educomunicação e direitos humanos

Maria Rehder e Hércules Barros com o documento de direitos humanos do continente Africano em mãos durante formação realizada no Kenya em Novembro de 2012

Maria Rehder e Hércules Barros com o documento de direitos humanos do continente Africano em mãos durante formação realizada no Kenya em Nov. 2012

Maria Celia Giudicissi Rehder  fez jornalismo no Mackenzie, especialização em Educomunicação na ECA e é aluna do mestrado em Direitos Humanos e Democratização do European Inter-University Centre for Human Rights and DemocratisationQuando ainda na graduação, participou do pioneiro projeto Educom.rádio. Também trabalhou com o NCE (núcleo de Comunicação e Educação da USP) ajudando a desenvolver páginas com propostas de atividades educomunicativas para o ensino fundamental no  projeto  Educom.JT (do Jornal da Tarde). Além disso trabalhou na Viração (que em breve aparecerá aqui no blog), inclusive coordenando ações no projeto Plataforma dos Centros Urbanos da UNICEF, ajudando a elaborar uma proposta de formação em educomunicação para líderes comunitários de diferentes regiões de São Paulo.
Em 2004 foi selecionada para o Projeto Universidades em  Timor Leste  (PUC-SP, USP e Universidade Presbiteriana Mackenzie), idealizado e coordenado pela professora Regina Helena Pires de Brito. Desde então sua atividade educomunicativa é internacional.
Foi consultora para o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde do Brasil (www.aids.gov), no âmbito da Cooperação Sul-Sul, financiada pelo PNUD Brasil, com o educomunicador Hércules Barros, chefe da imprensa do departamento. Neste projeto, aplicaram a educomunicação para a mudança de comportamento em HIV/AIDS em Botswana e no Kenya, demonstrando o grande potencial educativo transformador desta proposta.
Recomendo  que @s colegas interessad@s em entender as atividades de um(a) educomunicador(a) leiam o DEPOIMENTO  da própria Maria Rehder, que a pedido nos contou um pouco da sua bela e educomunicativa história.
Maurício Silva colaborou muito nesta pequena matéria, inclusive providenciando contato direto com a educomunicadora.
O vídeo abaixo ilustra o projeto Universidades em Timor Leste, que marca o início de sua trajetória internacional:

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Educomunicadores: Líllian Pacheco e a Pedagogia Griô

Seria preciso falar sobre outros atores próximos, dos quais destaco seu companheiro Márcio Caíres, Marcelo das Histórias, o mestre Alcides de Lima e o professor Sérgio Bairon (este aparece num post próximo).

Líllian Pacheco buscou uma formação diferente daquela oferecida na academia, descobrindo na Educação Biocêntrica de Ruth Cavalcante a expressividade corporal e a atenção com as relações humanas e a harmonia com a natureza.

Atuando junto com Márcio Caíres em comunidades e ONGs que acabaram por se tornar Pontos de Cultura na gestão do Ministro Gilberto Gil, Líllian percebeu a importância de levar os saberes tradicionais, transmitidos oralmente, para dentro a escola e desenvolveu uma pedagogia de mediação deste processo. O objetivo da pedagogia Griô é formar ou preparar educadores ou mediadores, também chamados de “Aprendizes Griô”, para ajudarem os mestres de diversas culturas tradicionais a compartilharem seus saberes para as novas gerações dentro das escolas, garantindo a sobrevivência e divulgação destas culturas. São estes mestres os nossos Griôs brasileiros: capoeiras, músicos, repentistas, parteiras, ceramistas, bonequeiros, artistas circenses, curandeiros, contadores de causos, rendeiras, pajés das diversas tribos indígenas, líderes quilombolas…

No seu livro, Pedagogia Griô, A reinvenção da Roda da Vida, Líllian explica todo o processo de construção desta nova pedagogia e conta um pouco da luta para consolidar a Lei Griô Nacional. Vale ler o resumo desta cronologia.

Leia abaixo os Princípios da Pedagogia Griô, divulgados no site da Ação Griô Nacional e mire e veja como se aproxima de algumas coisas que defendemos no campo da educomunicação:

I. Reconhecimento dos saberes, fazeres de tradição oral como estruturante para a afirmação e fortalecimento da identidade e ancestralidade do povo brasileiro.

II. Valorização da diversidade étnico-cultural, identidade e ancestralidade do povo brasileiro através da efetivação de suas referências teórico-metodológicas e de marcos legais na área da educação e cultura.

III. Empoderamento da sociedade civil organizada no papel de mediadora do diálogo entre conteúdos e práticas pedagógicas da educação pública formal com os saberes, fazeres e práticas pedagógicas da tradição oral da comunidade;

IV. Fortalecimento da capacidade de auto-organização e de inclusão social da comunidade através da criação de espaços de gestão compartilhada e de redes sociais de base, afetivas e culturais, de transmissão oral;

V. Reconhecimento dos saberes e fazeres e do lugar sócio cultural, político e econômico dos (as) griôs, mestres e mestras de tradição oral na educação, por parte de sua própria comunidade de pertencimento;

VI. Necessidade de priorizar um sistema diferenciado de repasse financeiro público de forma simples, direta, transparente e descentralizada para os(as) griôs, mestres e mestras, e griôs aprendizes, que reconheça a especificidade e singularidade do universo da tradição oral

Uma proposta realmente ousada da Ação Griô é a criação da Universidade Griô, que acontece em espaços de outras universidades do Brasil inteiro. O vídeo abaixo mostra o começo desta ação na USP.

Como é fácil perceber, a história é muito mais longa do que contei aqui.

Os links indicados ajudam a descobrir um pouco mais. Leiam também esta entrevista, que mostra um pouco do início de tudo:

Lilian Pacheco – Griô: um novo ângulo para a tradição

Recomendo a todos interessados ou atuantes em educação e na interface educação e comunicação ou propriamente educomunicação que acompanhem com atenção a Ação Griô e sua Pedagogia Griô. Esta atenção com os saberes orais e este respeito pelas culturas tradicionais devem fazer parte da formação de um legítimo educomunicador. Muito mais do que ser um orientador educacional ou mediador no uso pedagógico das tecnologias, o educomunicador deve ser um mediador de relações humanas para a aprendizagem compartilhada e a transformação social.

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Educomunicadores: Ana Luisa Anker e sua produção colaborativa de animação

Ana Luisa Anker é professora, com experiência com educação infantil, informática educativa e produção de vídeos.

Sua principal (mas não única…) atividade educomunicativa é a orientação da produção de animações colaborativas. No site http://www.contosinterativos.com/equipe.html clique na sua imagem e ouça ela própria contar um pouco da sua história e como começou esta atuação. A convite do professor Ismar de Oliveira Ana Luisa realizou uma imersão educomunicativa com os alunos do curso de Licenciatura em Educomunicação, que produziu a animação “O Resgate” em 2011 (vale a pena clicar para ver).

Em 2012 o vídeo “Me perdi e me achei no Brasil” foi premiado no 4º Simpósio Hípertexto e Tecnologias na Educação.

Veja abaixo este trabalho e na sequência relato da própria Ana Luisa sobre sua produção. Ótima sugestão de como produzir mídia de forma colaborativa e educomunicativa, rompendo os limites do espaço graças à tecnologia.

Processo de produção de uma animação colaborativa por Ana Luiza Anker

Vocês estão me pedindo que descreva como fizemos o Me perdi e me achei no Brasil. Então aí vai:

O filme foi concebido, desenhado e montado por crianças de 2 classes da 4a série do ensino fundamental, uma em Fortaleza e outra em Villejuif, França.

Porque França e Brasil? A concepção e o projeto político pedagógico tem a ver com a ocasião: o “Ano da França no Brasil”, em 2009. Eu queria montar uma história coletiva que contemplasse a cultura dos dois países e permitisse promover a troca entre eles.

Fiz parceria com uma brasileira que mora na França. Juntas organizamos a parte pedagógica e as oficinas e escolhemos itens que pudessem emblematizar as culturas brasileira e francesa. O nordeste é muito rico na literatura de cordel, impressa com xilogravura. Fernand Léger é um pintor francês que influenciou muitos brasileiros.

Enviamos alguns exemplares de literatura de cordel para a classe da França. Por outro lado, preparei uma apresentação para as crianças brasileiras tomarem contato com a arte de Léger. Tomamos ainda o cuidado de trocar fotos das cidades de forma a ambientar as crianças. Também preparamos antecipadamente uma agenda para o aguardado primeiro encontro.

Tanto na França quanto no Brasil, as oficinas foram realizadas em duas etapas: uma preparatória e uma outra de encontros face-a-face via skype.

Na primeira oficina só com os brasileiros, fizemos uma viagem virtual pela França através do Google Earth, e colocamos o tema da história – uma criança que vem ao Brasil e se perde. As crianças brasileiras caracterizaram o personagem. Também mostramos para as crianças como funciona uma web-conferência. O mesmo foi feito na França.

Na primeira oficina por skype: as crianças se conheceram. Usei um telão, as crianças puderam ficar quase em escala real. Muita novidade! Depois de se apresentarem, as crianças brasileiras e francesas discutiram seus personagens. Os franceses contaram que havia irmãos gêmeos em sua sala e sugeriram que a historia não tivesse um personagem só, mas dois. As crianças brasileiras toparam. Este é um exemplo de criação coletiva. Os dois grupos pactuam o que querem da história.

Seguiram-se 3 oficinas de criação via skype e 3 oficinas em separado que incluíram a produção dos cenários, personagens e objetos de cena. As animações foram executadas por mim.

A UFC Virtual forneceu apoio logístico e financeiro e os universitários participaram ativamente dos encontros com os alunos. Dei uma consultoria de criação de história coletiva para os alunos da UFC Virtual.

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